BIOPLASTIA DO PEITORAL
Aumento do peitoral masculino
O aumento dos músculos peitorais é indicado para pacientes com hipotrofia do músculo peitoral, síndrome de Poland (agenesia do músculo peitoral), assimetria muscular e para pessoas com desproporção corporal nesta região que não conseguiram via exercício físico e musculação, um desenvolvimento adequado do músculo peitoral. A bioplastia para aumento peitoral é realizada através de implante líquido do produto polimetilmetacrilato, o PMMA. Este é aplicado de forma intramuscular, sendo o mesmo processo já utilizado para aumento de glúteos, bíceps, aumento da panturrilha (gastrocnemios), entre outros.
Os implantes líquidos infiltrativos têm sido amplamente utilizados nas áreas da medicina e estética. Atualmente, existe uma gama muito grande destes produtos, em diversas concentrações e para diferentes indicações. O produto ideal precisa ter algumas características, anteriormente descritas por Robert Ersek.
O peitoral maior possui duas partes, a porção esternocostal e a porção clavicular. Existe, ainda, uma pequena porção inferior chamada abdominal. Como a infiltração é realizada com uma microcânula atraumática, com ponta romba, que não permite lesão do feixe vásculo-nervoso, complicações vasculares são raríssimas, no entanto, existem alguns cuidados que devem ser tomados na marcação da região a ser implantada no procedimento.
BIOMODULAÇÃO DO PEITORAL MASCULINO COM PMMA
Hipertrofia do músculo: modelagem do músculo peitoral de forma a ficar mais harmônico com o seu tórax.
Exemplo de caso:
O presente relato tem por objetivo descrever a técnica utilizada e o resultado obtido em um aumento do peitoral masculino com PMMA a 30%.
LAG, 31 anos, 80 Kg, compareceu à clínica com uma desproporção no tamanho do seu peitoral em relação ao restante do corpo. Mesmo referindo diversos anos de academia e muita dificuldade para o desenvolvimento do mesmo com exercícios e musculação, um resultado satisfatório não foi observado. Esta desproporção era, principalmente, notada no bíceps e deltóide. Uma desarmonia corporal pelo inadequado volume da musculatura do peitoral. Possuía LAG, no entanto, uma ótima estrutura óssea e muscular.
PROCEDIMENTO
Infiltrado em planos profundos, na musculatura do peitoral maior, este procedimento requer uma correta avaliação da anatomia, para evitar possíveis complicações. Com o paciente sentado, foi realizada a antissepsia prévia com iodofor e a marcação. Em seguida, iniciou-se o implante líquido infiltrativo com PMMA a 30%.
Foi realizado um botão anestésico no local previamente demarcado para a infiltração e, feito um orifício mínimo com uma agulha 40X12, para que entrássemos com a microcânula para infiltrar o anestésico. Foram infiltrados 40 ml de solução anestésica, distribuída no plano intramuscular. Após infiltração anestésica, partimos para a implantação do PMMA a 30%, respeitando os limites já pré-estabelecidos para cada peitoral.
Cabe lembrar que, não podemos deixar quantidades acumuladas do produto em um único local, pela possibilidade de formação de granulomas. O produto não deve ser aplicado no subcutâneo pela contra-indicação do PMMA em concentração a 30%, além do favorecimento de migração do produto.
Terminado o procedimento, foi colocado um curativo de micropore, realizado uma (1) ampola de Diprospam IM e iniciado, profilaticamente, cefalexina, usualmente prescrita para ser tomada de 12 em 12h, por cinco (5) dias. Logo após o processo, foi realizada uma massagem para espalhar homogeneamente o produto.
Uma consulta de revisão é realizada três (3) dias após o procedimento, o paciente não deve se expor ao sol nem ao contato com objetos quentes e não deve manipular a área tratada por uma semana. O retorno à atividade física se dá em 14 dias.
DISCUSSÃO
O resultado é permanente, o procedimento é simples, sem pós-operatório, rápido, realizado ambulatorialmente, com anestesia local e, por essas razões, o paciente pode participar ativamente e acompanhar toda a realização do procedimento. Não existe contraindicação na utilização do PMMA a não ser infecções locais e histórico de sangramento. O procedimento é definitivo, estável no local de aplicação, moldável nos primeiros dias e inerte. Estudos demonstram complicações de 0.05 %, sendo o edema considerado a principal complicação.
A técnica de implantes líquidos infiltrativos tem sido difundida no meio médico principalmente na área estética. Se corretamente aplicada, por profissionais com experiência, complicações são raríssimas.
Veja mais em www.bioplastia.med.br Conheça as orientações para o período pós-bioplastia